sábado, 16 de fevereiro de 2019

Lavar cabelo: água


No duche ou não, lavar o cabelo é natural e fazemos sem pensar muito como o fazemos. No entanto, devemos ter alguns cuidados no processo de lavar o couro cabeludo e cabelo, conforme já foi abordado numa publicação anterior (Lavar o cabelo: saiba como...).

E a água?
A água que usamos para enxaguar o couro cabeludo e cabelo tem como função ajudar o champô a fazer espuma e espalhar-se no couro cabeludo. É água que ajuda a dissolver a sujidade, poeiras e excesso de oleosidade que se acumulam no couro cabeludo e cabelos.

Em algumas condições a água pode prejudicar a saúde e beleza do couro cabeludo e cabelo. 

A temperatura da água por exemplo: se estiver muito quente causa irritação e até lesões no couro cabeludo e abre a cutícula capilar; se estiver muito fria não consegue dissolver os óleos que se encontram em estado ceroso (semi-sólido) dificultando ou mesmo impossibilitando a limpeza do couro cabeludo e cabelo.

A composição da água é outro exemplo: alguns componentes químicos existentes em algumas águas interferem na saúde e beleza dos cabelos como é o caso do calcário, cloro entre outros minerais. Alguns destes minerais, como é o caso do cálcio e o magnésio, reagem com os surfactantes causando resíduos que podem formar uma camada escamosa sobre o couro cabeludo e cabelos, obstruindo os poros deixando o cabelo ressequido; ou o cloro que reage com algumas colorações e madeixas.
Fonte: Mundo da Educação - Água Dura


Para evitar resultados desastrosos no que toca à beleza do seu cabelo ou lesões no couro cabeludo, deve ter atenção à qualidade da água que usa para limpar o couro cabeludo e cabelo:

O ideal é iniciar a lavagem com a temperatura da água próxima da temperatura do corpo (aproximadamente 38ºC não ultrapassando os 40ºC) por forma a facilitar a remoção dos óleos, poeiras e outras partículas de sujidade e finalizar o enxaguamento com água um pouco mais fria para ajudar a fechar a cutícula capilar.

Se a água da sua casa for muito mineralizada (água muito dura) pode terminar o enxaguamento dos cabelos com água engarrafada ou, adicionar anti-calcário natural como o sumo de limão ou, adquirir um chuveiro com filtro de calcário.


Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Feliz Dia dos Namorados





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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Humectação


Mais um palavrão que não fazia a mínima ideia do que se tratava, mas estou mesmo decidida em manter estes caracóis engraçados que nem sabia que existiam.


Então vamos por partes...


O que é a Humectação

A Humectação (em Português do Brasil escreve-se Umectação) é um tratamento à base de óleo vegetal puro que tem como principal objectivo manter o cabelo nutrido. Assim, devolve o brilho, vitalidade e restaura os fios de cabelo de forma simples e económica.
A Humectação também é indicada para alguns problemas do couro cabeludo, como a descamação, regula o excesso de oleosidade e ajuda no crescimento do cabelo.

Este tratamento é indicado para todos os tipos de cabelo sejam eles mais finos, lisos ou por outro lado encaracolados e principalmente para os crespos.
É nos cabelos ondulados, encaracolados (cacheados) e crespos que a Humectação produz efeitos mais rapidamente. Estes tipos de cabelos são mais secos no comprimento e pontas pois o óleo natural essencial produzido pela raiz não chega às pontas por causa da curvatura dos fios tornando-os mais secos. Por este motivo, os cabelos ondulados, encaracolados (cacheados) e crespos podem apostar na Humectação para repor a nutrição.


A importância da escolha dos Óleos

Sendo um tratamento que vai ser absorvido pelo cabelo, é importante ter em conta que, deve ser um Óleo Vegetal Puro (prensado a frio) por forma a garantir que apenas as Vitaminas Naturais do Óleo são absorvidas e não outros componentes presentes na composição que podem não ser benéficos para o Couro e Cabelo.

Existem muitos Óleos Vegetais indicados para este tratamento e deverá dedicar algum tempo a escolher os benefícios de cada Óleo por forma a escolher o que lhe pareça mais adequado para o seu tipo de Couro e Cabelo.

Alguns exemplos:
Azeite Virgem Extra



- Azeite Virgem Extra: Portugal como país produtor de azeite que é, não pode deixar de experimentar o efeito maravilhoso que proporciona ao cabelo (o cabelo fica sedoso e brilhante);





- Óleo de Amêndoas Doces: rico em vitaminas A e B, penetra facilmente nos fios de cabelo sem pesar, hidrata e nutre o cabelo.






Óleo de Côco



- Óleo de Coco: Tem propriedades que bloqueiam a enzima 5α-redutase (enzima que transforma a testosterona numa versão bem mais forte: o hormona di-hidrotestosterona (DHT) que causa a Alopécia Androgenética), além de dar brilho, vitalidade, elasticidade prevenindo que as pontas ressequem e partam.




- Óleo de Abacate: obtido do fruto é rico em lecitina (ajuda contra queda de cabelo), ómega 9 (ácido oleico), vitaminas A, D e E.







- Óleo de Rícino: Proporciona maciez e ajuda no crescimento do cabelo.









Tendo em conta os benefícios que a Humectação proporciona nos fios de cabelo, algumas marcas de produtos capilares possuem nas suas linhas produtos específicos para este tratamento, como por exemplo a Umectação Oliva da marca Lola Cosmetics ou Humectação Óleo Cremoso da marca Embelleze.


Como fazer o tratamento

Independentemente do Óleo que opte para fazer o seu tratamento, deve seguir os seguintes passos:

1. Aplicar o Óleo escolhido por todo o couro cabeludo e cabelo seco.
2. Deixar actuar durante 3 horas no mínimo ou optar por fazer Humectação nocturna (consiste em dormir com os Óleos aplicado e retirar na manhã seguinte.
3. Para retirar os Óleos existem 2 métodos:
     3.1 Retirar os Óleos com o método UCPE: aplicar uma generosa quantidade de condicionador sem petrolatos nem silicones (solúveis ou insolúveis em água), deixar actuar entre 30 a 60 minutos e enxaguar. Voltar a colocar condicionador até sentir que o cabelo está "lavado".
     3.2 Retirar os Óleos com champô: aplicar uma generosa quantidade de condicionador sem petrolatos nem silicones (solúveis ou insolúveis em água), deixar actuar entre 30 a 60 minutos e enxaguar. Lavar o cabelo com champô e enxaguar. Voltar a colocar condicionador e enxaguar.
4. Deixe secar ao natural. Ou use secador a frio.

Os seus cabelos vão ficar nutridos, macios, sem frizz, com brilho e sedosos.


A Humectação pode ser feita 1 a 4 vezes por mês dependendo do estado e tipo de cabelo.



Partilhe as suas dúvidas, ou se costuma fazer Humectação que Óleos prefere?



Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Tudo o que precisa de saber sobre: Dutasterida

A Dutasterida foi patenteada em 1996, aprovada pela FDA para o tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata tendo sido introduzida no mercado no final de 2002 com a marca comercial de Avodart nos Estado Unidos e posteriormente introduzida em muitos outros países na Europa e América do Sul.
Atualmente já é possível adquirir as fórmulas genéricas.
A Dutasterida inibe as 3 formas de 5α-redutase, e pode diminuir os níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no sangue em até 98%. O tratamento é eficaz e apresenta resultados comprovados na alopécia androgenética masculina e feminina.

Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.


NUNCA opte por auto medicar-se.



Como funciona

A testosterona é considerada a principal hormona masculina. Ela é produzida principalmente nos testículos, mas também em menores quantidades nos ovários das mulheres, e em ambos os sexos nas glândulas adrenais (ou suprarrenais).

A testosterona tem diversas funções no organismo. Ela promove o desenvolvimento do sistema reprodutor masculino do feto dentro do útero, as mudanças pelas quais os meninos passam durante a puberdade, incentiva o crescimento muscular, a conservação da densidade dos ossos, interfere nos níveis de energia e atividade física, no desejo sexual, na agressividade e em diversos outros aspectos.

Em algumas partes do corpo, como a próstata e os folículos capilares (estruturas onde os fios de cabelo são produzidos), cerca de 5% da testosterona corporal é convertida em di-hidrotestosterona (DHT), uma espécie de versão mais forte da hormona, pode ser de 2 a 5 vezes mais forte que a testosterona).

A di-hidrotestosterona (DHT) é fundamental para a formação do feto masculino (mais importante que a própria testosterona), participa do amadurecimento do sistema sexual dos homens durante a adolescência e regula o funcionamento da próstata, mas não parece ter muita influência sobre o crescimento muscular, a densidade óssea e outros sistemas onde a testosterona interfere.

O problema é que a di-hidrotestosterona (DHT) também pode fazer os cabelos caírem.
A hormona se conecta aos receptores androgénicos (5α-redutase) presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o diâmetro e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.

O que a Dutasterida faz é é inibir a ação da enzima 5α-redutase, que é a responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Com isso, os níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no organismo são reduzidos, mas não há impacto significativo sobre o nível de testosterona no corpo.

Os resultados

Após três meses de tratamento capilar com a Dutasterida, já é possível perceber o fim da queda de cabelo. A medicação reage de formas diferentes, de acordo com cada caso.
De um modo geral, é recomendada a toma diária de 0,5 mg por dia durante quatro a seis meses para obter resultados.
Infelizmente os resultados não são permanentes: se o tratamento for interrompido, a calvície volta a avançar no ritmo normal e pode atingir os fios que cresceram.


Efeitos Colaterais

A respeito dos efeitos colaterais ainda não há informação 100% conclusiva que diga se a Dutasterida é absolutamente segura. Na maior parte da população não há efeito algum, mas em 2 a 5% da população esses efeitos existem.


Nos Homens

O efeito colateral mais conhecido e temido é a disfunção sexual. Homens que tomam a Dutasterida podem apresentar perda de libido e dificuldade em ter e manter ereções. Ainda assim, o medicamento continua a ser receitado e utilizado. Faltam pesquisas contundentes sobre os riscos que ele apresenta para a vida sexual. Outros efeitos também já relatados: diminuição no tamanho do pénis ereto, diminuição do volume ejaculado e ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens).


Nas Mulheres

Não foi constatado efeitos colaterais em mulheres. É indicado apenas para mulheres com alopécia androgenética. Se a mulher tiver qualquer intenção de engravidar ou se está grávida, ela está proibida de tomar a Dutasterida ou até de manusear comprimidos esfarelados ou quebrados de Dutasterida. Por inibir a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), a absorção do medicamento por mulheres grávidas poderia causar anormalidades na genitália de fetos do sexo masculino.
Assim, se está a pensar engravidar deve interromper o tratamento com Dutasterida 6 meses antes de engravidar. Após terminar a amamentação pode retomar o tratamento.





Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

Tudo o que precisa de saber sobre: Espironolactona



Espironolactona, é um diurético aprovado para o tratamento de retenção de líquidos causada por uma variedade de condições, incluindo doença hepática e doença renal. No entanto, também é usado para tratar outras condições, incluindo:
  • tensão arterial elevada (hipertensão) 
  • insuficiência cardíaca 
  • hiperaldosteronismo

Recentemente, alguns médicos começaram a prescrevê-lo a mulheres com diagnóstico confirmado de Alopécia Androgenética. A Espironolactona geralmente é prescrita apenas quando outros tratamentos, como o minoxidil, não funcionam.
Este é um tratamento que está indicado exclusivamente para mulheres e apenas quando a causa para a queda é hormonal (saiba mais sobre outras causa para a queda de cabelo).

Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.

NUNCA opte por auto medicar-se.

Como funciona

A Espironolactona diminui a produção de androgénios como a testosterona que leva à diminuição da queda de cabelo provocada pela Alopécia Androgenética. A Espironolactona bloqueia a di-hidrotestosterona (DHT) existente no corpo por forma a que esta não se una com os receptores dos folículos capilares, prevenindo a queda de cabelo.
Foram publicados artigos científicos que revelam dados sobre a eficácia da Espironolactona para Alopécia Androgenética feminina:

"Oral Spironolactona therapy for female pacients with acne, hirsutism or androgenic alopecia"



Sinclair RWewerinke MJolley D.
"Eighty-eight percent of women receiving oral antiandrogens could expect to see no progression of their FPHL or improvement."



Famenini ShannonSlaught ChristaDuan Lewei, and Goh Carolyn
"Demographics of women with female pattern hair loss and the effectiveness of spironolactone therapy."



"Female pattern hair loss: a pilot study investigating combination therapy with low-dose oral minoxidil and spironolactone."


O que as pesquisas científicas têm mostrado é que a Espironolactona pode contribuir para retardar a progressão da Alopécia Androgenética feminina e até mesmo recuperar parcialmente os cabelos.


Os resultados

Espironolactona leva algum tempo para que se começe a ter resultados visíveis, na maior parte dos caso, após seis meses de tratamento começam a notar os primeiros resultados, mas existem casos que demora 1 ano, por isso não desanime se não vê resultados imediatos.
O seu médico deverá acompanhar o tratamento com regularidade (6 em 6 meses) e dependendo de seus resultados, poderá ajustar a dosagem.

Efeitos Colaterais

Apesar de ser uma medicação segura , deve-se ter atenção para possíveis contraindicações e efeitos colaterais da Espironolactona que dependem da dose da medicação.
Possíveis efeitos indesejados incluem: tensão arterial baixa, sonolência, cansaço, tontura, dor de cabeça, perda de peso e acúmulo de potássio. Níveis altos de potássio interferem no ritmo do coração, podendo causar arritmias.


Nos Homens

Perda de libido e infertilidade são associados ao uso masculino da Espironolactona.
A Espironolactona não deve ser usada para tratamento da calvície pelo risco de feminização.


Nas Mulheres
Os efeitos anti-androgênicos da Espironolactona podem predispor a irregularidade e maior fluxo menstrual, aumento e sensibilidade das mamas.
Não tem qualquer influência na perda de líbido associado ao uso feminino.
É teratogênica e, portanto, deve ser evitada por gestantes ou lactantes pelo risco de má-formação fetal. Assim, se está a pensar engravidar deve planear com o seu médico qual o momento indicado para interromper o tratamento com Espironolactona.



Já tomou Espironolactona?
Conte-nos a sua experiência, poderá ser muito útil para quem está agora a começar a sua luta contra a alopécia.




Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.