quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Low-Poo? No-Poo? Co-Wash?


Desde que descobri que os champôs não são todos iguais e que a frente do rótulo nem sempre corresponde ao que está na composição, que tenho estado mais atenta à "parte de trás" do rótulo do champô do que "à parte da frente".

Ultimamente tenho lido vários artigo e fóruns on-line e deparei-me com algumas expressões que, para mim, eram completamente novas e desconhecidas: “no-poo”, “low-poo” e “co-wash”, entre outros termos.

De repente parece que o nosso champô de sempre já não é adequado para o nosso Couro e Cabelo. Para tentar perceber um pouco melhor esta tendência fiz uma pequena pesquisa para descobrir mais sobre o tema.

No-Poo

A técnica No-Poo é, tal como o nome indica se traduzirmos à letra, "No" significa "não" e "Poo" significa "champô", ou seja, a não utilização de champô para a limpeza do couro cabeludo e cabelo.
O champô como o conhecemos nos dias de hoje surgiu pela primeira vez na década de 1930, e desde essa altura que é hábito o uso regular de champô para a limpeza do couro e cabelo. Então porque apareceu esta "nova técnica"?
O champô retira a oleosidade e a sujidade do couro e cabelo, mas também tira os óleos naturais e alguns são essenciais para a saúde e beleza do cabelo. Esta limpeza, por vezes excessiva, criam um ciclo vicioso:
Assim a técnica No-Poo é lavar o cabelo apenas com água ou usando apenas alguns condicionadores (liberados para Co-Wash) para que os óleos naturalmente produzidos no couro cabeludo se equilibrem naturalmente.

Co-Wash

A técnica Co-Wash, vem da expressão Condicionador Wash, é lavar o cabelo apenas com condicionador sem petrolatos ou silicones insolúveis na sua composição. Para tal, deverá aplicar o condicionador no couro e cabelo massajando suavemente

Indicada para qualquer tipo de cabelo.


Low-Poo

O conceito é o mesmo da técnica No-Poo mas interpretado de uma forma menos radical, ou seja, utiliza champô sem sulfatos na sua composição.

Como nessas técnicas os produtos usados não possuem sulfatos, também não se deve usar produtos derivados de petróleo (petrolato, óleos minerais, vaselina, parafina líquida) ou silicones não solúveis em água, pois estes champôs mais leves podem não conseguir remover esses produtos dos fios.

Quem segue estas técnicas defende que estes derivados só formam uma capa nos fios de cabelo, sem tratá-los internamente e sem os sulfatos, estes produtos só se acumulariam no cabelo de dia para dia.



Este é realmente um tema interessante e sertamente irei voltar a ele mais tarde pois quem tem problemas no couro e cabelo este pode ser mais uma ferramenta importante na luta contra a alopécia.



Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

sábado, 24 de novembro de 2018

Dr.Organics: Moroccan Argan Oil

Sempre me preocupei em usar produtos "naturais" tanto na pele como couro cabeludo e cabelo, por isso não podia deixar de trazer para o blog a marca Dr. Organics.
Para quem nunca ouviu falar da marca, Dr. Organics é uma marca de cosmética biológica produzida no Reino Unido.
A marca possui várias linhas de produtos de higiene e cosmética onde aposta em matérias-primas naturais e biológicas que provêm de todo o mundo com vários prémios recebidos no âmbito de produtos de beleza naturais e biológicos.
Todos os produtos Dr. Organic são livres de químicos agressivos, ingredientes de origem animal, óleos minerais ou conservantes e, ainda, isentos de OGM, além de não serem testados em animais. Além disso, recorrem aos mais recentes métodos de extração de forma a garantir que todos os compostos ativos se mantêm intactos.

É uma marca que já conheço à algum tempo, inicialmente nos produtos de corpo e mais recentemente os os produtos capilares.

Hoje, venho partilhar os meus preferidos, pelo menos até agora, da vasta gama de produtos capilares da marca Dr.Organics: Moroccan Argan Oil.


Os produtos


  • Champô Dr.Organics Moroccan Argan Oil


O champô vem numa embalagem de 265 ml


A marca Dr. Organics apresenta o champô

"Champô rico, hidratante que deixa o cabelo suave, limpo, reidratado e revitalizado. Sem parabenos, SLS, corantes e fragrâncias artificiais.
Nutritivo e hidratante, este champô com óleo de Argão é uma incrível fonte de vitaminas, antioxidantes e ácidos gordos essenciais. As suas propriedades únicas são combinadas com óleos essenciais e extractos de frutos de forma a criar um champô rico, que amacia e limpa as fibras das cutículas capilares, deixando o cabelo com um aspecto belo e sensação de hidratação e vitalidade."

Composição:
Aloe barbadensis leaf juice, Aqua, Cocamidopropyl betaine, Sodium cocoamphoacetate, Sodium lauroyl sarcosinate, Coco glucoside, Glyceryl oleate, Palmitamidopropyltrimonium chloride, Glycerin, Caprylyl/ capryl glucoside, Argania spinosa (argan) oil, Citrus aurantium dulcis, Eugenia caryophyllus (clove) leaf oil, Pelargonium graveolens (geranium) oil, Citrus limon peel oil, Pogostemon cablin (patchouli) oil, Cinnamomum zeylanicum (cinnamon) leaf oil, Aniba rosaeodora (rosewood) oil, Mentha arvensis herb oil, Citrus nobilis (mandarin) peel oil, Vanilla planifolia (vanilla) fruit extract, Mentha spicata herb oil , Kigelia Africana fruit extract, Hibiscus sabdariffa flower extract, Adansonia digitata fruit extract, Sorbitan sesquicaprylate, Sodium hydroxymethylglycinate, Sodium benzoate, Potassium sorbate, Benzyl alcohol, Dehydroacetic acid, Citric acid, Limonene, Eugenol, Linalool

  • Aloe barbadensis leaf juice: Aloe Barbadensis (Aloe Vera)
  • Aqua: Água.
  • Cocamidopropyl Betaine e Sodium Cocoamphoacetate: Surfactantes que permitem a mistura dos compostos tornando o produto homogéneo. Têm propriedades detergentes, emulsificantes, espumógenas e solubilizantes responsáveis por retirar oleosidade, produzindo espuma e permitindo a penetração da água no cabelo.
  • Sodium Lauroyl Sarcosinate: Solubilizantes responsáveis por retirar oleosidade e impurezas do cabelo e confere corpo, flexibilidade e brilho aos cabelos, melhorando a sua textura.
  • Coco Glucoside: Surfactante natural que permite uma limpeza ultra suave com propriedades espumógenas.
  • Glyceryl Oleate: Emulsionante.
  • Palmitamidopropyltrimonium Chloride: Espessante e antiestático 
  • Glycerin: A glicerina é um potente hidratante, emoliente e humectante.
  • Caprylyl/capryl glucoside: Surfactante.
  • Argania spinosa oil: Óleo de Argan
  • Citrus aurantium dulcis: Laranja Doce
  • Eugenia caryophyllus leaf oil: Oléo de Cravos da Índia
  • Pelargonium graveolens oil: Óleo de Gerânio
  • Citrus limon peel oil: Óleo da casca do Limão
  • Pogostemon cablin oil: Óleo de Patchouli
  • Cinnamomum zeylanicum leaf oil: Óleo de folhas de Canela 
  • Aniba rosaeodora oil: Óleo de Jacarandá ou árvore de pau-rosa
  • Mentha arvensis herb oil: Óleo de Hortelã da Índia
  • Citrus nobilis peel oil: Óleo de casca de mandarin ou tangerina
  • Vanilla planifolia fruit extract: Óleo de Baunilha
  • Mentha spicata herb oil: Óleo de Hortelã
  • Kigelia Africana fruit extract: Extrado de fruto de Kigelia Africana
  • Hibiscus sabdariffa flower extract: Extrado da flor de Hibiscus sabdariffa (também conhecido como caruru-azedo, azedinha, quiabo-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, rosélia e vinagreira)
  • Adansonia digitata fruit extract: Extrado do fruto de Adansonia digitata (também conhecida como imbondeiro ou baobá)
  • Sorbitan sesquicaprylate: Tem a função de Surfactante, proporcionada textura ao champô através do controle de viscosidade. 
  • Sodium hydroxymethylglycinate: Antibacteriano e antifungico.
  • Sodium benzoate: Conservante.
  • Potassium sorbate: Conservante.
  • Benzyl alcohol: Propriedades bacteriostáticas e antipruriginosas.
  • Dehydroacetic acid: Antibacteriano e antifungico.
  • Citric acid: Regulador de pH (clique aqui para saber mais sobre Efeito do pH no Couro cabeludo e Cabelo)
  • Limonene: Perfume.
  • Eugenol: Perfume.
  • Linalool: Perfume
(Fonte: CosmeticsInfo.org)


Indicações de uso da marca:
"Modo de usar: aplicar uniformemente sobre o cabelo molhado, massajando. Enxaguar e repetir a aplicação se necessário. Para melhores resultados, em seguida, aplicar o amaciador da mesma gama.
Por conter ingredientes de origem natural, a cor e a consistência podem variar de lote para lote, o que não afeta a qualidade do produto."


Questionada a marca informou que todos os champôs têm um nível de pH de cerca de 5-6.

A minha opinião:
Em primeiro lugar quero referir que faço sempre o tratamento Pré-Champô (clique aqui para saber mais sobre o tratamento Pré-Champô) mesmo quando estou a testar novos produtos.
O aroma é subtil e exótico, sem ser demasiado forte, não fica no cabelo após a última lavagem.
Tem um textura espessa no entanto é fácil de espalha no couro cabeludo sem ter que usar muito produto.
Apesar de ser pouco comum em champôs desta natureza, conhecidos como Low-champô ou Low-Poo, faz muita espuma sem necessitar de grande quantidade de produto. Alerto que este é um champô sem sulfatos, conforme se pode verificar na composição do produto, assim, deverá ter em atenção aos restantes produtos que usa porque este champô poderá não conseguir remover derivados do petróleo: Mineral Oil, Isoparafin, Petrolatum, Vaselin, Dodeceno, Isododeceno, Alkane, Hidrogenated Polysobutene.
Deixa aquela agradável sensação de cabelo lavado. Desde que uso este champô tenho a sensação que o couro cabeludo está menos oleoso, o que para mim que tenho Alopécia Androgenética, é fundamental.
No geral: É um dos meus champôs preferidos!


  • Condicionador Dr.Organics Moroccan Argan Oil

O condicionador vem numa embalagem de 265ml.


A marca Dr. Organics apresenta o condicionador

"Hidrata e nutre os cabelos, deixando-os brilhantes e cheios de vitalidade. Sem parabenos, SLS, corantes e fragrâncias artificiais.
Amaciador nutritivo, cuja composição permite dar corpo e vida aos cabelos finos, secos e desvitalizados. O óleo de Argão marroquino biológico é uma fonte incrivelmente rica de vitaminas, antioxidantes e ácidos gordos essenciais. Combinado com uma mistura de ingredientes bioactivos e biológicos, este amaciador hidratante e restaurador cobre e
protege as cutículas capilares, penetrando em profundidade no córtex do cabelo, deixando-o macio, brilhante e cheio de vitalidade."


Questionada a marca informou que todos os condicionadores têm um nível de pH de cerca de 3-4.

Composição:
Aloe barbadensis leaf juice, Aqua, Cetearyl alcohol, Olea europaea (olive) oil, Glycerin, Brassicamidopropyl dimethylamine, Aspartic acid, Argania spinosa (argan) oil, Argania spinosa (argan) extract, Citrus aurantium dulcis, Eugenia caryophyllus (clove) leaf oil, Pelargonium graveolens (geranium) oil, Citrus limon peel oil, Pogostemon cablin (patchouli) oil, Cinnamomum zeylanicu (cinnamon) leaf oil, Aniba rosaeodora (rosewood) oil, Mentha arvensis herb oil, Citrus nobilis(mandarin) peel oil, Vanilla planifolia (vanilla) fruit extract, Mentha spicata herb oil, Kigelia Africana fruit extract, Hibiscus sabdariffa flower extract, Adansonia digitata fruit extract, Tocopheryl acetate, Distearoylethyl Hydroxyethylmonium Methosulfate, Hydroxypropyl guar hydroxypropyltrimonium chloride, Phenoxyethanol, Sodium phytate, Benzyl alcohol, Dehydroacetic acid, Citric acid, Glycerin, Sodium benzoate, Potassium sorbate, Limonene, Eugenol, Linalool.

  • Aloe barbadensis leaf juice: Aloe Barbadensis (Aloe Vera)
  • Aqua: Água.
  • Cetearyl alcohol: Emulsificante que confere extura e efeito espessante.
  • Olea europaea (olive) oil: Óleo de oliva
  • Glycerin: A glicerina é um potente hidratante, emoliente e humectante.
  • Brassicamidopropyl dimethylamine: É a próxima geração de agente condicionante derivado do óleo Brassicacae. Ele contém a maioria dos componentes do Behenyl (C22) que permite uma melhor secagem sem acumulação de resíduos ou peso nos fios.
  • Aspartic acid: Ácido aspártico é um aminoácido.
  • Argania spinosa oil: Óleo de Argan.
  • Argania spinosa extract: Extrato de Argan.
  • Citrus aurantium dulcis: Laranja Doce.
  • Eugenia caryophyllus leaf oil: Oléo de Cravos da Índia.
  • Pelargonium graveolens oil: Óleo de Gerânio.
  • Citrus limon peel oil: Óleo da casca do Limão.
  • Pogostemon cablin oil: Óleo de Patchouli.
  • Cinnamomum zeylanicum leaf oil: Óleo de folhas de Canela.
  • Aniba rosaeodora oil: Óleo de Jacarandá ou árvore de pau-rosa.
  • Mentha arvensis herb oil: Óleo de Hortelã da Índia.
  • Citrus nobilis peel oil: Óleo de casca de mandarin ou tangerina.
  • Vanilla planifolia fruit extract: Óleo de Baunilha.
  • Mentha spicata herb oil: Óleo de Hortelã.
  • Kigelia Africana fruit extract: Extrado de fruto de Kigelia Africana.
  • Hibiscus sabdariffa flower extract: Extrado da flor de Hibiscus sabdariffa (também conhecido como caruru-azedo, azedinha, quiabo-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, rosélia e vinagreira).
  • Adansonia digitata fruit extract: Extrado do fruto de Adansonia digitata (também conhecida como imbondeiro ou baobá).
  • Tocopheryl acetate: acetato de tocoferila ou acetato de vitamina E.
  • Distearoylethyl Hydroxyethylmonium Methosulfate: Agente anti-estático com propriedades condicionantes e desembaraçante do cabelo.
  • Hydroxypropyl guar hydroxypropyltrimonium chloride: Tem propriedades condicionantes e desembaraçantes do cabelo.
  • Phenoxyethanol: Conservante.
  • Sodium phytate: Agente quelante que neutraliza os efeitos da água dura impedindo que fique esses iões de metal fiquem depositados no cabelo e couro cabeludo.
  • Benzyl alcohol: Propriedades bacteriostáticas e antipruriginosas.
  • Dehydroacetic acid: Antibacteriano e antifungico.
  • Citric acid: Regulador de pH (clique aqui para saber mais sobre Efeito do pH no Couro cabeludo e Cabelo).
  • Sodium benzoate: Conservante.
  • Potassium sorbate: Conservante.
  • Limonene: Perfume.
  • Eugenol: Perfume.
  • Linalool: Perfume
(Fonte: CosmeticsInfo.org)


Indicações de uso da marca:
"Modo de usar: aplicar uniformemente sobre o cabelo olhado, massajando. Enxaguar e repetir a aplicação se necessário. Para melhores resultados, aplicar o champô da mesma gama.
Por conter ingredientes de origem natural, a cor e a consistência podem variar de lote para lote, o que não afeta a qualidade do produto."




A minha opinião:
O aroma é muito semelhante ao champô, subtil sem ser demasiado forte, não fica no cabelo após a última lavagem.
Tem um textura cremosa e fácil de de espalha nos cabelos sem ter que usar muito produto.
É um condicionador livre de químicos agressivos, óleos minerais ou conservantes e, ainda, isentos de OGM.
Pode ser aplicado junto à raiz do cabelo, e até mesmo no couro cabeludo, podendo ser usado em Co-Wash tendo em conta a sua composição. Comecei os testes à 30 dias e, para o meu tipo de cabelo está aprovadíssimo.
Liberado para as técnica LowPoo, NoPoo.



Curiosidades:

O champô da gama Moroccan Argan Oil foi o vencedor do Healthy Awards 2017: Melhor Produto para Cuidados com os Cabelos
https://drorganic.co.uk/products/mao-shampoo-265ml





Já conhece a gama? Deixe a sua opinião nos comentários!

Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

sábado, 10 de novembro de 2018

Efeito do pH no Couro cabeludo e Cabelo


É engraçado, quanto mais pesquiso sobre o tema, quanto mais aprofundo questões, mais dúvidas vão surgindo...

Como tenho vindo a referir, o pH dos produtos capilares é um dos principais elementos a considerar quando compramos um produto, seja ele champô, máscara ou condicionador pois eles ajudam a manter o valor de pH do couro cabeludo e cabelo correto, o que é essencial para a saúde geral do cabelo.


Mas, o que é o pH? 😏

O pH é o potencial Hidrogeniónico de uma solução. Na prática, podemos resumir que o pH é a medida da acidez (pH < 7) ou basicidade (pH > 7) de uma solução; os seus valores estão compreendidos entre 0 e 14 (pH = 7, solução neutra).

Como sabemos se os nossos produtos preferidos têm o pH ideal para o nosso tipo de cabelo?

O pH do cabelo varia entre 4.5 e 5.5 ou seja, ligeiramente ácido. E é bom que assim se mantenha, pois, este pH impede a proliferação de fungos e bactérias no nosso couro cabeludo, mantendo-o saudável, com as cutículas fechadas.

Quanto mais alcalino for o produto, mais as cutículas do cabelo abrem fazendo o cabelo perder água, desidrate e resseque. O champô com o pH alcalino aumenta a carga elétrica negativa da superfície do cabelo, ou seja, aumenta o indesejado frizz, e faz aumentar a fricção entre os fios. Essa fricção pode ocasionar dano e até quebra da cutícula.

A leve abertura das escamas é desejável em alguns casos. Sem a abertura dessas "escamas" a cor das tintas desbotaria em poucas lavagens. Também os alisamentos ou as permanentes necessitam de pH mais alcalino para modificarem a estrutura interna do cabelo (no córtex), no entanto abrem demasiado a cutícula danificando a parte externa do cabelo, deixando-os porosos, opacos e quebradiços. Assim, estes cabelos necessitam de produtos capilares (champô, máscara e condicionador) que forcem a cutícula a fechar.




Por outro lado, quanto mais ácido for o produto, mais as cutículas do cabelo fecham e neutralizando os tratamentos químicos feitos com produtos alcalinos (como coloração, alisamento ou permanente). O condicionador deve ser levemente ácido para selar a as cutículas (que foram abertas pelo
champô).

No entanto os produtos mais ácidos nem sempre são os mais indicados para determinado tipo de cabelo, por exemplo os condicionadores mais ácidos não devem ser usados em cabelos com tons vermelhos/laranja, deve utilizar-se um condicionador de gamas específicas para coloração por forma a manter a cor. Demasiada acidez no cabelo também pode danificar por selar demasiado a cutícula e acaba por partir os fios de cabelo.

O truque para manter o seu couro cabeludo e cabelo saudáveis é manter o pH ideal, entre os 4.5 e 5.5 e deixar os extremos para os dias de tratamento como os alisamentos/permanentes, colorações/descolorações ou selagem com vinagre.


Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Champô com ou sem SAL?

Desde que optei por ter mais cuidado com o couro cabeludo e cabelo que decidi investir em produtos sem sal (nome científico Cloreto de Sódio - NaCl), normalmente aparece nos rótulos dos produtos como Sodium Chloride.


Sabemos que o cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal ou sal de cozinha, é essencial para a sobrevivência dos seres vivos pois regula a quantidade de água no organismo e é também um importante conservante de alimentos e um popular tempero.

O aumento excessivo de sal causa risco de problemas de saúde como a hipertensão arterial... Mas acho que ninguém está a pensar em beber o champô... 😏


E nos produtos de higiene e beleza?

Nos produtos de higiene e beleza o Sal (cloreto de sódio) é um espessante que torna o produto mais viscoso e a espuma mais densa. 
No caso do Champô SEM SAL o cloreto de sódio é substituído por por polímeros sintéticos: PVP, PEG 5 e 14M, Carmomers e as Alcanolamidas de Ácido Graxo de Coco.

Quase precisamos de ter um curso superior em Química cada vez que vamos comprar um produto tão essencial como o Champô... 😖

Por todo o lado se vê publicidade de champôs sem sal!



Mas afinal o cloreto de sódio (sal) faz mal ou não ao cabelo?


Depois de muitas pesquisas e de alguma leitura de vários artigos, uns mais científicos do que outros, concluí que o cloreto de sódio em baixa concentração não interfere na manutenção nem de cabelos quimicamente tratados nem de cabelos virgens, uma vez que se dissolve totalmente em água e não se liga à estrutura dos fios.

De onde  terá surgido a teoria de que o sal estraga os cabelos? Da água do mar? Mas é incomparável a quantidade de sal que fica no cabelo quando mergulhamos no mar, com a quantidade de sal que existe num champô... Sem contar que na praia, ficarmos muito tempo com aquela quantidade de sal nos fios de cabelo, o sol, o vento, a areia, e a própria poluição da água do mar. 

A questão que surge relaciona-se, portanto, com a concentração de sal que pode estar em determinado champô. No mesmo estudo refere ainda que se um champô tivesse em grandes concentrações viria a destabilizar produto e, como tal, a sua concentração terá de ser obrigatoriamente diminuta.
Reforça ainda que os champôs ditos “sem sal” apresentam melhores resultados, uma vez que são usados diferentes princípios ativos e que a ausência do sal por si só não melhora o produto.

Um outro estudo refere ainda que o fio virgem exposto ao châmpo “com sal” não sofre alteração na estrutura da haste, mas admite que o fio com coloração apresenta alterações (descamação e fissuras), mas que não é o suficiente para afirmar perentoriamente que o cloreto de sódio faz mal ao cabelo e adverte também que os resultados estão dependentes dos compostos usados em shampoos “com sal” e “sem sal”, excluindo claro o próprio cloreto de sódio. Isto é, são os outros ingredientes que podem fazer a diferença.



Com esta pesquisa também concluí que se o champô faz espuma é porque tem Sal, quanto mais espuma fizer, mais sal ele tem. Ou seja, nenhum será isento de sal.
Na verdade, o cloreto de sódio nos champôs, é proveniente de uma reação química de tensoativos como o lauril sulfato de sódio ou o lauril éter sulfato de sódio. Logo, ele é um produto secundário. Portanto, se na embalagem disser que não contém sal, mas contém os tensoativos (nomes terminados em "de sódio"), o sal estará presente no produto, apenas surge nos ingredientes com outro nome, como por exemplo Acetato de sódio, Citrato de sódio, Carbonato de sódio, Cloreto de sódio, Cianeto de sódio, Nitrato de sódio, Nitrito de sódio, Fosfato de sódio, Sulfato de sódio, Sulfeto de sódio
Pois é... todos estes são classificados como sais.


Mesmo que os champôs contenham sal, ninguém tem com o que se preocupar, porque a quantidade é tão mínima (0,2 a 0,6%) que não é prejudicial para os cabelos.
E se que a quantidade de sal fosse alta, o tempo que estamos com o champô em contacto com o couro cabeludo e fios é tão curso que basta enxaguar no final com água doce que todo o sal é removido sem causar danos.

O que realmente é importante no momento em que escolhe o seu champô é o Ph, os ingredientes para hidratação, nutrição ou restauração, como extratos, óleos e aminoácidos, etc.. Estes sim, são os elementos que fazem a diferença entre um bom champô de um mau champô.


Qual a sua opinião? Leu pesquisas que referem o contrário?
Partilhe as suas pesquisas para que juntas se torne mais fácil esta luta pela saúde do nosso Couro e Cabelo.


Bibliografia usada:
http://siaibib01.univali.br/pdf/Rubia%20Caleffi%20e%20Thais%20Rodrigues%20Heidemann.pdf
http://siaibib01.univali.br/pdf/Giulia%20Zanatta%20e%20Thamires%20Onofre.pdf


Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Pré-Champô

Hoje venho partilhar um "tratamento" que me tem ajudado muito na árdua luta matinal depois de lavar o couro cabeludo: desembaraçar o cabelo...
A quantidade de cabelo que cai enquanto desembaraçamos o cabelo é assustador e com esta nova rotina a diminuição da queda é visível.
Estou a falar do "tratamento" pré-champô (ou PrePoo como também é conhecido), que, como o nome indica, é aplicado com a cabelo ainda seco, 10 a 15 minutos antes da lavagem. Tem como principal objectivo protegem os fios de cabelo, comprimento e pontas, da agressão provocada pelo champô. Assim consegue-se evitar não só a queda como a quebra dos fios, as pontas duplas e ressequidas. Relembro que o champô serve para limpar o couro cabelo (para saber mais sobre champô clique aqui).




Existem no mercado alguns produtos específicos para esse efeito, como por :exemplo:

Proteína Capilar - Bendito Seja, da Haskell
Mega Proteína Capilar, da Real Natura







Existem também no mercado produtos "multi-usos" que também podem ser usados no "tratamento" pré-champô, como por exemplo:





Os produtos específicos ou os "multi-funções" devem ser usados conforme as instruções de cada fabricantes que por norma indica a aplicação apenas no comprimento e pontas, evitando o couro cabeludo.

Em alternativa aos produtos específicos, neste "tratamento" pré-champô, também podem ser usados óleos como o Óleo de Coco, Óleo de Amêndoas Doces, ou mesmo Azeite Virgem, com a vantagem de se poder aplicar mesmo no couro cabeludo e aproveitar as propriedades de cada óleo em seu benefício, como por exempo pode massajar o couro cabeludo com Óleo de Coco para ajudar a circulação sanguínea, estimar o crescimento e prevenir a caspa.


Por fim, é só enxaguar o cabelo e lave como habitualmente.
Na primeira utilização vai notar a diferença!


Também adoptou esta rotina aos seus cuidados capilares? Que produtos utiliza?


domingo, 14 de outubro de 2018

Tudo o que precisa de saber sobre: Finasterida

A Finasterida chegou a Portugal em 1999 e é provavelmente o medicamento mais utilizado contra a calvície masculina.

Também conhecido como Proscar, Propecia, Fincar, Finalop, Finpecia, Finax, Finast, Finara, Prosteride) a Finasterida inibe duas das três formas da enzima que fabrica o di-hidrotestosterona (DHT) a 5α-redutase (tipos 2 e 3), reduzindo os níveis da hormona em até 70%. O tratamento costuma apresentar resultados significativos, reduzindo a progressão da calvície e recuperando as áreas atingidas.

Antes de avançar, nunca é demais lembrar que qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.


NUNCA opte por auto medicar-se.



Como funciona

A testosterona é considerada a principal hormona masculina. Ela é produzida principalmente nos testículos, mas também em menores quantidades nos ovários das mulheres, e em ambos os sexos nas glândulas adrenais (ou suprarrenais).

A testosterona tem diversas funções no organismo. Ela promove o desenvolvimento do sistema reprodutor masculino do feto dentro do útero, as mudanças pelas quais os meninos passam durante a puberdade, incentiva o crescimento muscular, a conservação da densidade dos ossos, interfere nos níveis de energia e atividade física, no desejo sexual, na agressividade e em diversos outros aspectos.

Em algumas partes do corpo, como a próstata e os folículos capilares (estruturas onde os fios de cabelo são produzidos), cerca de 5% da testosterona corporal é convertida em di-hidrotestosterona (DHT), uma espécie de versão mais forte da hormona, pode ser de 2 a 5 vezes mais forte que a testosterona).

di-hidrotestosterona (DHT) é fundamental para a formação do feto masculino (mais importante que a própria testosterona), participa do amadurecimento do sistema sexual dos homens durante a adolescência e regula o funcionamento da próstata, mas não parece ter muita influência sobre o crescimento muscular, a densidade óssea e outros sistemas onde a testosterona interfere.

O problema é que a di-hidrotestosterona (DHT) também pode fazer os cabelos caírem.
A hormona se conecta aos receptores androgénicos (5α-redutase) presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o diâmetro e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.

O que a Finasterida faz é inibir a ação da enzima 5α-redutase, que é a responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Com isso, os níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no organismo são reduzidos, mas não há impacto significativo sobre o nível de testosterona no corpo.

Várias experiências com Finasterida para uso tópico têm sido feitas no mundo todo, os resultados são promissores.
Existem estudos (2012) que revelaram que adicionar uma solução de 0,1% de Finasterida ao Minoxidil trouxe resultados superiores ao Minoxidil isolado. 
Existem também experiências (2014) onde se verificou uma eficácia na redução dos níveis de di-hidrotestosterona (DHT) no couro cabeludo cerca de 40% melhor do que com 1mg de Finasterida em comprimidos. 

O uso tópico (como géis, cremes e loções) podem ser uma boa opção pois se aproveitam os benefícios da ação da Finasterida no combate à calvície sem correr o risco dos efeitos colaterais no restante do organismo, pois o uso tópico será aplicada apenas nos folículos capilares.
Finasterida de uso tópico apenas pode ser adquirida em fórmulas manipuladas, como por exemplo: Minoxidil 3%, Finasterida 0,1%, Propilenoglicol 10ml e Loção hidroalcoolica capilar 90 ml.

Os resultados

Após três meses de tratamento capilar com a Finasterida, já pode perceber o fim da queda de cabelo. A medicação reage de formas diferentes, de acordo com cada caso. Na maioria das vezes, apenas faz com que se mantenham os fios existentes. Em 30% dos casos, além de bloquear a queda de cabelo, a Finasterida consegue recuperar parte dos fios enfraquecidos. Há casos, também, em que não há resposta ao tratamento.
Apesar de o medicamento ser eficaz em grande parte dos casos, provavelmente não vai recuperar todo o cabelo que já perdeu na vida. Além disso, como os fios só crescem em média 1,25 cm por mês, o tratamento demora alguns meses para apresentar efeitos visíveis (o ganho máximo costuma ser atingido depois de dois anos de uso da Finasterida).
Os resultados não são permanentes: se o tratamento for interrompido, a calvície volta a avançar no ritmo normal e pode atingir os fios que cresceram.


Efeitos Colaterais

A respeito dos efeitos colaterais ainda não há informação 100% conclusiva que diga se a Finasterida é absolutamente segura. Na maior parte da população não há efeito algum, mas em 2 a 5% da população esses efeitos existem.


Nos Homens

O efeito colateral mais conhecido e temido é a disfunção sexual. Homens que tomam a Finasterida podem apresentar perda de libido e dificuldade em ter e manter ereções. Ainda assim, o medicamento continua a ser receitado e utilizado. Faltam pesquisas contundentes sobre os riscos que ele apresenta para a vida sexual. Outros efeitos também já relatados: diminuição no tamanho do pénis ereto, diminuição do volume ejaculado e ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens).


Nas Mulheres

Não foi constatado efeitos colaterais em mulheres. É indicado apenas para mulheres com alopécia androgenética. Se a mulher tiver qualquer intenção de engravidar ou se está grávida, ela está proibida de tomar a Finasterida ou até de manusear comprimidos esfarelados ou quebrados de Finasterida. Por inibir a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), a absorção do medicamento por mulheres grávidas poderia causar anormalidades na genitália de fetos do sexo masculino.
Assim, se está a pensar engravidar deve interromper o tratamento com Finasterida 3 meses antes de engravidar. Após terminar a amamentação pode retomar o tratamento.



Curiosidades:

Sabia que...

Os homens que tomam Finasterida têm tendência a perder o gosto pelo álcool e a ter cada vez menos desejo sexual, avança o jornal britânico 'Daily Mail'.
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/comprimidos-contra-calvicie-diminuem-vontade-de-beber


Já usou Finasterida?
Conte-nos a sua experiência, poderá ser muito útil para quem está agora a começar a sua luta contra a alopécia.




Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Alopécia androgenética: Tratamento

Depois de ler muitos blogs com receitas milagrosas, sites de clínicas com tratamentos estranhos com nomes pomposos e explicações complicadas, depois de muita investigação, chegou o momento de partilhar os tratamentos para controlar ou mesmo reverter os problemas causados pela alopécia androgenética.
Tendo em conta que continuo a minha luta contra a alopécia androgenética, esta publicação estará sempre em atualização.



Não nos podemos esquecer que a alopécia androgenética é determinada pelo nosso perfil genético ou seja é uma doença para a vida.
Ao iniciar um tratamento deve ter em atenção que não é um tratamento temporário, mas sim um tratamento para a vida e, quando interrompido, o cabelo volta a cair.
Também deve ter em atenção que qualquer tratamento demora meses para se começar a ter resultados visíveis, não só por causa do normal ciclo de vida do cabelo, mas também pelos muitas anos que levou a detectar e diagnosticar o problema, causou danos que não se resolvem de um dia para o outro.

A persistência e paciência é o grande segredo para que qualquer tratamento.
Qualquer tratamento tem efeitos secundários principalmente os tratamentos sistémico (que atuam dentro do organismo).

Vamos analisar cada um mas qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico, que é responsável pela avaliação dos riscos associados ao seu caso e pela avaliação da sua saúde durante o tratamento.


NUNCA opte por auto medicar-se.





Alguns dos tratamentos sistémicos são:

- Finasterida (para saber mais sobre Finasterida clique aqui)
(também conhecido como Proscar, Propecia, Fincar, Finalop, Finpecia, Finax, Finast, Finara, Prosteride)
Medicamento antiandrógeno inibidor da 5α-redutase, a enzima que converte a testosterona em di-hidrotestosterona.
Finasterida ajuda a reverter o processo da calvície, levando ao aumento do crescimento capilar e à prevenção da queda de cabelo.

- Dutasterida (para saber mais sobre Dutasterida clique aqui)
A Dutasterida é um inibidor da 5α-redutase e, portanto, é um tipo de antiandrógeno, que inibe todas as formas de 5α-redutase, e pode diminuir os níveis de di-hidrotestosterona no sangue em até 98%.
A Dutasterida é aprovada para o tratamento da alopecia androgenética na Coréia do Sul e no Japão, na dose de 0,5 mg por dia. Verificou-se, em vários estudos, que o crescimento do cabelo nos homens melhora mais rapidamente e em maior extensão que 2,5 mg por dia de finasterida. A eficácia superior da dutasterida em relação à finasterida para essa indicação é considerada relacionada ao fato de que a inibição da 5α-redutase e a consequente prevenção da produção de di-hidrotestosterona no couro cabeludo é mais completa com a dutasterida.

- Espironolacton(para saber mais sobre Espironolactona clique aqui)
Comercializado em Portugal desde 1961 este medicamento é utilizada «off-label», ou seja alguns médicos prescrevem Espironolactona no tratamento de alopécia androgenética a mulheres. Além de ser um inibidor da 5α-redutase a sua maior eficácia verifica-se sobre os recetores de androgénio. A Espironolactona tem sido usada na dose de 50 a 200 mg por dia, idealmente durante 6 meses, e os seus efeitos secundários estão relacionados com hipotensão postural, desequilíbrio eletrolítico e irregularidades menstruais (Mesinkovska, 2013).

- Ciproterona
A Ciproterona bloqueia os recetores de androgénio e diminui os níveis de testosterona através da supressão da hormona luteinizante e da hormona folículo estimulante (Varothai & Bergfeld 2012). A dose diária de ciproterona usada no tratamento da alopécia androgenética do padrão feminino é de 100 mg entre o 5º e o 15º dia do ciclo menstrual. Os efeitos secundários verificados com a administração deste fármaco são as irregularidades menstruais e o ganho de peso, para além do mais é contraindicado em caso de gravidez (Levy & Emer, 2013).

- Flutamida
É um antiandrogénio potente que bloqueia competitivamente a ligação de androgénios aos seus recetores. Um estudo efetuado sugeriu que a flutamida usada numa dose de 250 mg por dia resultou numa melhoria do crescimento do cabelo ao fim de 6 meses de tratamento. Como efeito secundário foi verificado hepatoxicidade, o que limita o uso deste fármaco na alopécia androgenética (Paradisi et al., 2011; Varothai & Bergfeld 2014).




Alguns dos tratamentos tópicos são:

- Minoxidil
Medicamento vasodilatador anti-hipertensivo. 
De uso tópico é utilizado para o tratamento da perda de cabelo. Ajuda a o crescimento do cabelo em pessoas com alopécia androgênica, independentemente do sexo. É perceptível o seu efeito em cerca de 40% dos casos após 3 a 6 meses. O tratamento não deve ser interrompido para suporte contínuo dos folículos pilosos existentes e manutenção de novo fios.

- Cetoconazol
Medicamento antimicótico ou antifúngico derivado do imidazol de uso tópico (creme, gel ou champô), tradicionalmente empregado no combate a micoses, caspa e dermatite seborreica, e utilizado no tratamento da alopecia androgenética. Não está provado, mas suspeita-se que pode inibir localmente a ação específica do DHT nos folículos capilares. Vários estudos já apontam efeitos positivos na redução do avanço da alopecia androgenética, além de aumentar a densidade e a espessura dos fios, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas.

Alfatradiol
O Alfatradiol é um antiandrogénio que provoca um aumento da conversão de testosterona em 17β-estradiol e androstenediona em estrona, reduzindo a produção de di-hidrotestosterona, melhorando assim o crescimento capilar. O uso de Alfatradiol tópico a 0,025% tem vindo a ser descrito como uma alternativa, embora hajam estudos que demonstram alguma controvérsia na eficácia do tratamento (Varothai & Bergfeld, 2014).

- Fluridril
O Fluridil é uma antiandrogénio para administração tópica disponível na República Checa e Eslovaca para o tratamento da alopécia androgenética. O Fluridil dissolve-se no sebo e bloqueia o recetor de androgénio no folículo piloso, mas não é absorvido sistemicamente (Varothai & Bergfeld, 2014). Um estudo demonstrou que ao fim de 3 meses de aplicação diária de fluridil solução a 2 %, existia uma maior quantidade de cabelos na fase anagénica (Sovak et al., 2002).


Tratamento cirúrgico:

- Transplante capilar


Prótese Capilar:

Não vou abordar muito esta hipótese por não considerar um tratamento mas sim um (último) recurso.
Nos casos em que a área dadora é insuficiente para a realização de um transplante capilar satisfatório, ou o paciente não possa ou não queira se submeter a um procedimento cirúrgico, as próteses capilares podem ser uma boa alternativa. Feitas geralmente com fios de cabelo naturais, implantados em uma base de material hipoalergénico fino e flexível, elas são aderidas ao couro cabeludo com adesivos especiais, que permitem que o usuário realize suas atividades normais (se exercitar, entrar na piscina, lavar a cabeça e dormir, por exemplo) sem precisar removê-las.


Aviso: Todas as publicações no Couro e Cabelo são apenas partilhas de experiências e informações. Qualquer tratamento deve sempre ser prescrito e acompanhado por um médico.


E assim nasce um blog


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Alopécia androgenética: O que é?

A alopécia androgenética é, provavelmente, a forma mais comum de perda de cabelo em pacientes do sexo masculino. Apesar de também atingir mulheres de uma forma menos característica, a prevalência no sexo feminino é menor, e o diagnóstico, mais difícil.



Mas afinal o que é a alopécia androgenética?



Em algumas partes do corpo (nos homens: a próstata, testículos, glândulas supra-renais e folículos capilares; nas mulheres: as glândulas supra-renais e folículos capilares), uma enzima chamada 5α-redutase transforma a testosterona numa versão bem mais forte: o hormona di-hidrotestosterona (DHT).

No couro cabeludo, o DHT provoca a miniaturização folicular: no ciclo de vida do cabelo, em cada ciclo que se inicia os folículos capilares vão diminuindo de tamanho, tornando o fio de cabelo cada vez mais fino. A fase de crescimento do cabelo (anagénica) fica cada vez mais curta, as fases de descanso (catagénica e telogénica) prolongam-se. Uma vez que a duração da fase anágenica é o que influencia o comprimento do cabelo, o comprimento máximo do novo pelo em fase anágenica é menor do que o pela anterior. Eventualmente, a fase anágenica é tão curta que o pelo acaba por nem alcançar a superfície da pele, e o único sinal da presença do folículo é um poro e os fios podendo parar de nascer por completo.

Explicação mais pormenorizada:

Os dois androgénios predominantes naturais são a testosterona e a Di-Hidrotestosterona (DHT).
A testosterona é convertida em DHT pela enzima 5α-redutase, que é composta por duas isoenzimas: tipo I e tipo II, ambas encontradas no couro cabeludo.
A ação biológica da DHT nos receptores andrógenos é mais potente que a da testosterona. O receptor de androgénio é necessário para o desenvolvimento de caracteres masculinos e, durante a vida adulta, age no funcionamento de órgãos como o sistema reprodutor, testículos, músculos, fígado, pele, sistema nervoso e sistema imune.
O receptor de andrógeno tem um papel em várias doenças e traços hereditários, incluindo câncer de próstata.
O envolvimento dos andrógenos na alopécia androgenética é evidente:

  • Eunucos, sem androgénios, não desenvolvem alopecia androgenética, e indivíduos sem receptor de androgénio desenvolvem-se como mulheres, sem apresentar alopecia.
  • De maneira similar, nenhuma alopecia é vista no pseudo-hermafroditismo com ausência da 5α-redutase.
Outro achado importante é o aumento da concentração de DHT, 5α-redutase e receptor de andrógeno nas áreas do couro cabeludo com alopécia androgenética masculina. O mecanismo exato por meio do qual o androgénio age parece estar relacionado à expressão dos genes que controlam os ciclos foliculares.

domingo, 30 de setembro de 2018

Alopécia androgenética: Diagnóstico

Cabe a cada um de nós uma auto-análise do couro cabeludo para perceber se está com queda normal ou se a queda é excessiva.

Uma forma simples é, com ajuda de um pente, fazer um "risco ao meio" e observar a zona do risco: se notar que o cabelo está mais fino que o normal e notar que o couro cabeludo está mais visível que o normal; se seu cabelo for longo o suficiente para fazer um "rabo de cavalo", também pode notar que o cabelo que apanha está mais fino que o normal.






Se a queda de cabelo é contínua ao longo do ano e nota que o seu cabelo está a ficar ralo ou com zonas em que tem cada vez menos cabelo, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista.
Ele não só avaliará a causa da queda, mas também aconselhar que tratamentos existem para estabilizar a queda de cabelo e estimular o crescimento de novo cabelo.


No entanto deverá ter em consideração alguns fatores:
  • Historial de calvície na família (pais, tios ou avós, tanto do lado materno quanto paterno);
  • Perda lenta e gradual dos cabelos, seguindo os padrões tradicionais de avanço da alopecia androgenética (escalas de Norwood-Hamilton, Ludwig e Savin);
  • Mulheres com síndrome do ovário policístico têm maior predisposição a desenvolver alopecia androgenética (a queda dos cabelos pode ser um sinal importante para descobrir a existência da síndrome);
  • Ausência de outros problemas de saúde como anemia, hipotireoidismo, deficiências nutricionais, desequilíbrios hormonais, infecções, etc.

Quanto mais informações você levar para o seu médico, melhor (inclusive fotos mostrando a diferença dos cabelos ao longo do tempo, se você tiver). Ele deve examinar o seu couro cabeludo, fazer testes e descartar a suspeita de outros tipos de alopécia.

Se suspeita que a sua queda de cabelo poderá ser alopécia androgenética não adie e procure um especialista: Dermatologista - Tricologista. Quanto mais rápido for diagnosticada a causa, maior será a probabilidade de controlar ou mesmo reverter a situação.

E vamos à luta contra a alopécia...

sábado, 22 de setembro de 2018

Guerra aberta conta a Queda de Cabelo


Nós, que lutamos todos os dias para manter o cabelo onde ele pertence, bem agarrado ao nosso couro cabeludo, conhecemos bem esta esta sensação...
Parece que temos cada vez menos cabelo, e o pouco que existe parece estar cada vez mais fraco.

Infelizmente é um problema cada vez mais comum: fios cada fez mais fino e alguns pontos sem cabelo, geralmente no topo da cabeça.

Existem várias causas para este problema, como a genética, gravidez, problemas hormonais, má alimentação, stress... (entre outra causas de levam à alopécia). Estes são algumas das causas que levam ao enfraquecimento do folículo capilar, tornando-o incapaz de produzir um fio saudável.

Por outro lado existem também os cabelos muito danificados por tratamentos químicos como colorações, descolorações, alisamentos ou mesmo uso intensivo de secador, babyliss, entre outros.


Como todos sabemos tudo o que comemos vai influenciar a saúde do nosso cabelo e a falta de nutrientes na alimentação irá danificar a parte interna do cabelo. E todos os produtos capilares que colocamos no nosso cabelo vai influenciar a saúde do nosso cabelo e o uso inadequado de produtos capilares irá danificar a parte externa do fio.



Cuidar do cabelo de dentro para fora.


Para um cabelo saudável e bonito o nosso corpo precisa, em primeiro lugar, de ÁGUA. Se não consumir a quantidade de água necessária para manter o corpo hidratado, não vale a pena gastar tempo e dinheiro porque o seu corpo não vai absorver e transportar todos os elementos (nutrimentes, vitaminas, etc) necessários.
Isso quer dizer que, também não adianta perder tempo com tratamentos, máscaras, selagens etc…se não cuidar do básico! Hidratar o seu corpo de dentro para fora.

Além da água, para um cabelo saudável e bonito o nosso corpo precisa de produzir 3 proteínas: colagénio, elastina e queratina. Com o passar dos anos o nosso corpo vai perdendo a capacidade de sintetizar estas proteínas. É um processo normal do envelhecimento natural do corpo que piora com os maus hábitos alimentares.

Nos dias de hoje, é comum as mulheres mais jovens terem baixa produção de colagénio, elastina e queratina devido aos maus hábitos alimentares e mesmo que a alimentação seja saudável e variada, os próprios alimentos são cada vez mais pobres o que, com o passar do tempo leva a que o cabelo fique cada vez mais fino, com menos brilho e com mais queda.


É aqui que entram em acção, para nos ajudar nesta luta diária contra a queda de cabelo, os suplementos alimentares.

O que deve procurar num suplemento alimentar para que possa realmente ser um aliado contra a queda de cabelo:



Atenção!
Nem sempre o a causa para a sua queda de cabelo se deve à falta de nutrientes.
Se a queda de cabelo é contínua ao longo do ano e nota que o seu cabelo está a ficar ralo ou com zonas em que tem cada vez menos cabelo, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista pode estar com outra causa para a queda de cabelo: Alopécia.
Ele não só avaliará a causa da queda, mas também aconselhar que tratamentos existem para estabilizar a queda de cabelo e estimular o crescimento de novo cabelo.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Ciclo de vida do cabelo

É muito importante entender o ciclo de crescimento do cabelo para reconhecer e entender muitos dos problemas que você pode encontrar no seu cabelo.
Todos os dias, perdemos entre 50 e 80 cabelos que duram, em média, entre 2 e 7 anos. O cabelo nasce no folículo piloso, cresce por entre ciclos sucessivos, até cair.

O ciclo de vida do cabelo é constituído por três fases: anagénica, catagénica e telogénica.

Fase anagénica
É a fase de crescimento do cabelo. Esta fase dura em média de 3 a 5 anos (em casos extremos pode durar 1 ano ou 7 anos) e cresce cerca de 1 cm por mês (cresce ligeira mente mais no verão do que no inverno).

Fase catagénica
No final da fase anagénica, o cabelo entra na fase catágénica. Uma fase de transição curta que dura aproximadamente 2 a 3 semanas. O folículo retrais-se à superfície do couro cabeludo.

Fase telogénica
Por fim, o seu cabelo entra na fase telogénica, uma fase de repouso em que o cabelo não cresce mais, mas permanece agarrado ao folículo durante cerca de 3 meses. No final desses 3 meses o cabelo é solto e cai.
Inicia-se uma nova fase anagénica.

domingo, 16 de setembro de 2018

Champô Anti-queda???

Com a chegada do outono e já a notar alguma queda sazonal, está na altura de procurar soluções que nesta luta de manter o cabelo no sitio onde deve estar: no couro cabeludo.

Existem muitos produtos, loções ou ampolas que prometem grandes milagres contra a queda de cabelo e mesmo crescimento de novos cabelos, mas encontrar produtos que realmente funcionem é um grande desafio.

Antes de correr para o supermercado, farmácia ou loja da especialidade à procura daquele champô que te poderá ajudar a travar a queda de cabelo devemos ter em conta que os resultados não são iguais em todas as pessoas porque cada couro cabeludo e cada cabelo é único com características e necessidades únicas.

Se tem um champô que deixa o seu cabelo lindo e tem mantido o seu couro cabeludo saudável, não mude. Existem alguns investigadores que defendem que usar sempre o mesmo champô causa habituação. O champô que inicialmente parecia resultar, já não resulta.
Nesse caso, pode optar por alternar entre 2 champôs: usar champô de tratamento alternado com um champô neutro, por exemplo.


Antes de fazer qualquer tratamento para queda capilar, é necessário perceber a causa problema. Caso, contrário ”é remar contra a maré”. Algumas quedas são normais e melhoram mesmo sem tratamentos, como é o caso da queda sazonal ou a queda após parto, mas outras podem ser contínuas e crónicas e se não houver um diagnóstico correto, não conseguimos bons resultados. Lembrem-se que tratamentos parciais, resultados parciais ou ausentes.

Se a queda de cabelo é contínua ao longo do ano e nota que o seu cabelo está a ficar ralo ou com zonas em que tem cada vez menos cabelo, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista pode estar com outra causa para a queda de cabelo: Alopécia.

O champô tem como função a limpeza do couro cabeludo e cabelos.
Após vários estudos os investigadores chegaram à conclusão que:
  • O tempo de contacto do champô com o couro cabeludo é tão curto que o princípio ativo do produto não tem tempo de ser absorvido pelo couro cabeludo (não consegue chegar ao bolbo capilar).
  • O princípio ativo não estão presentes em doses terapeuticas (ou seja, a concentração do produdo está muito diluida nos restantes ingredientes do champô)

Ou seja,

O champô NÃO É UM TRATAMENTO ANTI-QUEDA, mas sim um produto que tem como função a limpeza do couro cabeludo.
E como já referi devemos escolher o champô de acordo com as características do couro cabeludo: oleoso, seco, sensível, com caspa,... 
Se a queda de cabelo está relacionada com doenças específicas do couro cabeludo o uso de champô específico para essa doença é fundamental para controlar a doença, como psoríase ou outra dermatose.


Se usar um champô com a indicação "anti-queda" que seja adequado para o seu couro cabeludo, não irá fazer mal, mas não fique à espera que o champô por si só vá resolver o seu problema de queda.


Muitas vezes, optamos pelo que é mais fácil e acabamos adiando o diagnóstico correto, o que atrasa o tratamento e consequentemente, o resultado. Quanto mais precoce iniciarmos o tratamento, melhores são os resultados.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Queda de cabelo sazonal

O verão está a chegar ao fim e a pior fase do ano para o nosso cabelo está a chegar...

Todos nós já demos conta que no Outono (particularmente em outubro e novembro) aumenta a queda de cabelo. Esta é a queda de cabelo sazonal.

Por volta dessa época do ano, muitos homens e mulheres - principalmente as mulheres - percebem que têm mais queda de cabelo que o normal durante a lavagem ou escovagem.

Após uma análise cuidadosa, investigadores suecos confirmaram que de a queda de cabelo pode ser sazonal.

Todos os dias caiem, em média, entre 50 e 100 cabelos, um resultado direto das fases de crescimento do cabelo. Um fio de cabelo tem, em média, um ciclo de vida que varia de 24 e 72 meses (2 e 6 anos) durante os quais ele irá crescer normalmente. No entanto, cerca de 10% do cabelo pode estar em uma fase de "descanso" (conhecida como telogénica), ponto em que o cabelo está pronto para cair. Esta fase dura de três a quatro meses até que caiem.

Pesquisas sugerem que nas mulheres a taxa de cabelo na fase telogénica aumenta durante o mês de verão. Esses cabelos caem cerca de 100 dias depois, no outono, por volta de meados de outubro ou novembro. A causa não é clara, mas algumas pesquisas sugerem que o stress causado pelo calor do verão pode fornecer alguma explicação.
Cientistas suecos que examinaram esse fenómeno sugerem que esses cabelos permanecem mais tempo no couro cabeludo nos meses de verão para proteger seu couro cabeludo do sol quente e da radiação ultravioleta. No outono, esse crescimento adicional não é mais necessário e, portanto, é "eliminado".

Também é comum nas mulheres que a queda aumente ligeiramente durante a primavera, no entanto esta queda não é tão perceptível como a queda no outono.

É nestas fases em que a queda aumenta que podemos ter alguns cuidados redobrados com a alimentação, mas também com os produtos que aplicamos no cabelo mas principalmente no couro cabeludo: loções ou ampolas que sejam aliados nesta luta conta a queda de cabelo.


A minha perda de cabelo é sazonal?

A queda de cabelo sentida durante os meses de outubro e novembro pode ter sido um fenómeno puramente sazonal para muitas mulheres, cujos resultados são pouco visíveis. No entanto, algumas mulheres podem sentir que a queda diária é superior aos 50 a 100 fios (considerados normais).

Embora alguns tipos de queda de cabelo sejam perfeitamente normais, como é o caso da regeneração que ocorre no ciclo capilar. Ocasionalmente, e por vários motivos, podemos perder mais cabelo do que ele consegue regenerar e nem sempre é fácil perceber que estamos com mais queda de cabelo do que cabelos novos.

Cabe a cada um de nós uma auto-análise do couro cabeludo para perceber se está com queda normal ou se a queda é excessiva. Uma forma simples é, com ajuda de um pente, fazer um "risco ao meio" e observar a zona do risco: se notar que o cabelo está mais fino que o normal e notar que o couro cabeludo está mais visível que o normal; se seu cabelo for longo o suficiente para fazer um "rabo de cavalo", também pode notar que o cabelo que apanha está mais fino que o normal, nesse caso, a queda que está a sentir poderá estar relacionada com outro tipo de alopécia.



Se a queda de cabelo é contínua ao longo do ano e nota que o seu cabelo está a ficar ralo ou com zonas em que tem cada vez menos cabelo, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista pode estar com outra causa para a queda de cabelo: Alopécia.
Ele não só avaliará a causa da queda, mas também aconselhar que tratamentos existem para estabilizar a queda de cabelo e estimular o crescimento de novo cabelo.

domingo, 9 de setembro de 2018

Queda de cabelo após a gravidez

Fui mãe do meu 2ª filho à 16 meses. Eu que tenho Alopécia Androgenética, durante a gravidez passei por um período "abençoado". Mais cabelo, com mais corpo, brilhante,... mas infelizmente foi "sol de pouca dura".
Aproximadamente 3 meses depois do parto, o meu cabelo começou a cair...

A queda de cabelo é comum após a gravidez e pode ser muito angustiante. Normalmente ocorre entre 3 meses e 6 meses e pode durar mais 6 meses. O termo médico é “eflúvio telógeno pós-parto”. Pesquisas atuais culpam a diminuição de hormonas, especialmente o estrogênio, após o parto, causam a queda de cabelo. Esta queda não está relacionada com a amamentação.
Alopécia pós parto (https://bit.ly/2O2xmfE)

Por que a perda de cabelo ocorre após a gravidez?
Para entender por que a perda de cabelo ocorre após o parto, é importante entender como o cabelo cresce normalmente e as mudanças que ocorrem durante a gravidez:

Antes da gravidez
Cerca de 85-90% dos cabelos estão em fase de crescimento: ativo. Estes fios em crescimento aumentam de tamanho em 1 cm por mês.
Cerca de 10-15% dos cabelos no couro cabeludo na fase de descanso: inativo. Esses fios estão se preparando para a queda natural.
Para a maioria das mulheres, isso significa que existem cerca de 100.000 fios de cabelo no couro cabeludo e, que, diariamente entre 50 a 100 fios de cabelo caiem naturalmente.

Durante a gravidez
Devido ao aumento dos níveis de estrogénio, cada vez menos cabelos caiem do couro cabeludo a cada dia que passa. Mais cabelos se acumulam na fase de crescimento ativo.
Isso significa que o número total de cabelos no couro cabeludo na verdade aumenta durante a gravidez. A contagem de cabelos pode subir de 100.000 para 110.000 cabelos. O resultado é um cabelo mais espesso e mais denso. 

Depois do parto
Uma diminuição hormonal, especialmente estrogénio e progesterona, faz com que o equilíbrio entre o crescimento e a queda de cabelos seja novamente interrompido em um esforço para retornar aos padrões pré-gravidez.
Mais e mais fios de cabelo passam da fase de crescimento para a fase de queda. O resultado é o aumento da queda de cabelo - geralmente em todo o couro cabeludo.
Este fenómeno ocorre tipicamente em torno de 3-4 meses após o parto.
O crescimento total do cabelo deve ocorrer por 12 meses. Uma pequena proporção de mulheres notará que a densidade do cabelo permanece menor do que antes da gravidez.


O que acontece nesta fase do pós parto é apenas um reajuste hormonal e a queda de cabelo é um fenômeno completamente normal, e não há tratamento ou cura para a queda de cabelo pós-parto. 
Deverá falar com o seu Médico de Família ou Ginecologista sobre o assunto e por precaução, muitos profissionais pedem exames de sangue para verificar se os níveis de ferro e tiróide estão normais.
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a amamentação não está diretamente relacionada com este tipo de queda de cabelo.

Muito raramente, a queda de cabelo pode se estender para 15 meses. Se a queda de cabelo não parar, deve procurar ajuda de um médico Dermatologista - Tricologista pode estar com outra causa para a queda de cabelo: Alopécia.

Não se auto-medique, se tem alguma preocupação, dúvida, insegurança, fale com o seu médico.

A queda de cabelo durante a gravidez NÃO é normal. Deve procurar orientação médica.

Se foi mãe recentemente, MUITOS PARABÉNS!